Filipeta do Show

6 04 2011

 

Maíra Santafé. Nasce uma sambista:

confira show de estréia no Rival

dia 4 de maio, às 19h30

 

Maíra Santafé é uma novidade no mundo do samba. No dia 4 de maio, quarta-feira, às 19h30, estréia em grande estilo, no Teatro Rival Petrobras, no Centro. No show Raiz de Samba percorre composições de D. Yvonne Lara, Candeia, Almir Guineto, Zé Kéti, Paulo Cesar Pinheiro, Ivo Meireles, Luis Carlos da Vila, Franco e rende homenagem especial a três monstros sagrados que, se vivos fossem, estariam completando 100 anos em 2011: Nélson Cavaquinho, Assis Valente e Mário Lago.

Mas também inclui no repertório músicas de sua própria autoria, navegando por diferentes estilos que vão do samba-enredo ao samba-canção. Quem quiser conferir o primeiro CD autoral, independente, com produção musical de Luisinho Nascimento, estará à disposição no show de estreia da sambista que, nos bastidores, já conta com uma torcedora e incentivadora muito especial, Alcione, a nossa Marrom, a quem Maíra também renderá os seus agradecimentos.

Filha dos jornalistas Martinho Santafé e Fátima Lacerda, cresceu ouvindo o que havia de melhor: fosse no Candongueiro, em Niterói – onde o padrasto e a mãe “batiam o ponto” todas as semanas; fosse na companhia dos avós, apaixonados por carnaval e samba: de um lado, o carnavalesco Lord Broa (Herval Santafé, de Campos). De outro, o vovô Paulo, dono de uma invejável coleção de vinil, onde ela bebeu na fonte a influência de respeitáveis cantores e compositores. Desde cedo, Clara Nunes foi sua grande inspiração.

Os dons musicais, Maíra revelou cedo, improvisando canções no piano de brinquedo, desde os três anos de idade. Aos 9 anos, no “Petezinho” (1988-89), em Niterói, já adaptava canções que eram repetidas nas passeatas e atos de rua, anonimamente, sem que a maioria soubesse a origem dos versos. Sua primeira composição foi um blues. Inquieta, percorreu estilos, aprendendo um pouco de tudo. Ingressou na escola de música Villa Lobos, no Rio, mas não chegou a completar o curso. Ganhou intimidade com o palco nos cinco anos (1999-2003) em que atuou no Grupo de Teatro do Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores da UFF), dirigida por Ricardo Romão. Na banda cover do Guns ‘n Roses, a Dry Bones, foi back vocal, e às vezes fazia um solo, interpretando Janis Joplin, à capela.

Mas, apesar dessa geléia geral, nunca escondeu que o samba sempre foi sua grande paixão. Talvez compor ainda mais do que cantar. Maíra diz que não foi fácil, como mulher, conquistar um lugar nas rodas de samba. No Movimento Samba na Fonte, na Pedra do Sal, que tem a tradição de abrir espaço para os novos valores, a niteroiense foi a primeira compositora a apresentar seu trabalho. No Saias na Folia, foi uma das compositoras do primeiro samba do bloco de Niterói, formado só por mulheres, apresentado no carnaval de 2010. O dom de fazer samba vem desde 2006, quando as canções – letra e música – começaram a brotar da cabeça:

“Posso estar na rua, no banho, no trabalho, no bar, não importa. A qualquer momento pode vir letra e música. Eu pego o celular e gravo. Já perdi muita música, porque não tinha como gravar na hora” – conta.

Vale conferir a graça, o timbre, a afinação e a presença de palco da cantora: não perca!

Dia 4 de maio, quarta-feira, às 19h30, no Teatro Rival.

Os ingressos já estão disponíveis em www.ingresso.com

Inteira: R$ 30,00.

Estudantes, maiores de 65 anos e professores da rede municipal de ensino pagam meia-entrada (R$15,00).

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One response

11 04 2011
Gabriela

Adorei a divulgação…está tudo muito lindo! Parabéns!!!

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